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16 de junho de 2010

Amadurecer a arte em tempos de "eterna novidade": é possível?

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Os atuais trabalhos musicais que pipocam na internet todos os dias aproveitam de uma nova e excelente vantagem: o absurdo desenvolvimento das ferramentas de mídia. Grava-se em casa, se assim o quiser. Basta ter um PC sem-vergonha igual a esse meu, uma mesa de 4 canais igualmente sem-vergonha, que eu ainda vou ter um dia, e pronto. Estúdio caseiro. Trilhão e meio de vezes melhor que os estúdios de 10 anos atrás. Fico pensando nisso tudo, viu... estou velho? Não. É a velocidade da inovação, não só tecnológica, mas universal, típica da atual fase do capitalismo, que me faz sentir assim, velho aos 31. Considerando-se a expectativa de vida do brasileiro médio, tô é novo ainda. E como a coisa ficou acessível, por que não produzir a própria música, ao invés de somente ser expectador? Essa é a tônica atual. Sim, isso dá uma tese de doutorado, e eu não tô afim de ficar vomitando Adorno aqui não.

Demorou um pouco para eu escrever sobre uma banda que eu gosto muito, e que é uma puta revelação desta nova safra do rock goianiense. A superinformação e a nova forma como abordamos a arte, especificamente a música, neste contexto todo, me deixou atordoado. Eu ouvi tantos My Spaces por estes dias, que tenho a impressão de que toda a música do mundo é produzida em Goiânia. Uma enxurrada de peças de arte, um oceano de opções, onde nossa percepção a conta-gotas custa a apreender algo com significância. É raro realmente “pararmos” para ouvir. Vejo uma cena muito mais interessada em produzir sempre do que absorver a arte já no circuito. Há a necessidade eterna da novidade. E eu já estou quase quebrando meu pacto de não “intelectualizar” isso tudo, pelo menos não hoje.

A Jackie’s Knife é atualmente minha banda favorita de farofagem. Há momentos em que somente um Poison salva o dia, he he he. Há situações que pedem um Skid Row (não me comprometa perguntando que situações são essas, ok?). E depois que eu ouvi o EP auto-intitulado, tratei de gravá-lo em mídia física para ouvir com mais carinho. Não sai do meu Philips velho de guerra há dias.

Ultimamente, só tenho tempo de cozinhar a noite. Há algum tempo, queria fazer um prato que já executara em outras oportunidades, e que meu paladar pedia novamente: Porco à espanhola. Foi nesse dia perdido entre a semana passada e a retrasada, que fundimos, minha esposa e eu, hard rock e uma bela carne.

Fuja de fontes inseguras de carne de porco. É perigosíssima se não veio de um bom criadouro. Já ouviu falar de tênia? Então. Gordura em excesso significa hormônio em demasia, e não propriamente que tínhamos um capadão das costas rachadas. Fique esperto com isso. Cheire a carne antes de comprá-la. Aquele fedorzinho de urina não sai mais, se estiver impregnado na carne. Significa animal mal abatido. Ou falha na limpeza das peças de carne. Ela deve estar limpa, magra e com cheiro só de sangue e sucos próprios dela.

Escolhi uma bela peça de lombo, separada pelo açougueiro-amigo, do mercado ao lado de casa. Cortada respeitando a direção das fibras, em cubos pequenos. Lombo é uma carne seca, se os pedaços a serem preparados ficarem grandes você terá problemas depois para comê-los.

No som, reserve 50 minutos para ouvir, e eu disse OUVIR, o Jackie’s Knife. Tempo suficiente para sacar duas vezes a demo. Acredite, se você gosta de hard rock mela-cueca, vai querer o repeteco. Desculpe-me a rotulagem, mais eu não resisti, he, he, he... No arquivo que baixei da comunidade da banda no orkut, o primeiro som é Eyes on the Highway. Bom som para a abertura. Um baixo simples, simples demais, mas que faz seu papel, acompanha bons riffs, criativos e eficientes. Percebi uma mixagem meio embolada: não sou a pessoa mais indicada para estes pormenores, e na maioria das vezes nem os cito. Bateria tímida, porém bem competente. O vocalista destes moleques me impressiona, pelo seu potencial, em minha modestíssima opinião. Vez ou outra, como em Wild Devil, falta aquele “quê”, parece que a voz não chegou onde deveria, mas essa não é a tônica do trabalho. Na verdade, na maioria dele há agudos afinados, variações de tom bem feitas. Fico imaginando este menino na mão de um produtor profissional.

Hurricane começa com uma senhora introdução, bem hard mesmo. O trabalho dos guitarristas é excelente neste som, o baixo faz um bom fundo. A mim não agrada a “forçação” de vocal, ao estilo cantor de blues americano negro, mas os agudos de voz dados me fazem esquecer isso rapidamente. É som pra chapar, ali na fronteira do rock n’ roll, blues e hard rock.

Já disse aqui neste blog e vou repetir, enquanto o J.K. canta no meu player: carne de porco só se prepara depois que descansa em uma água com limão e/ou vinagre. Lave a carne nesta água, e puf!, desapareceu o problema do “cheiro forte” típico desta iguaria. Em uma panela boa para fritar carne, com bordas, aqueça uma quantidade generosa de azeite de qualidade. Não vale óleo composto, largue a mão de ser pão-duro onde não há necessidade. Cebola e alho já preparados e na espreita, óleo quente, pimba!, doure-os. Frite a carne da forma comum, do jeito que a vovó ensinou pra mamãe. Jamais adicione água. A carne soltará seus sucos, e isso basta. Se quiser, adicione pimenta verde de cheiro na água com limão ali de cima, pimenta esta que vai junto à carne pra panela. Tampe e dê andamento.

Enquanto isso, acompanhado daquele vinhozinho chileno vagabundo (que é vendido por aqui como se fosse a última garrafa de um lote raríssimo), ouça os meninos do Jackie’s Knife tocarem I’ll never cry. Você entenderá o por quê do vinho, ao ouvir essa balada: referências mil aos campeões do estilo – Guns n’ Roses, Bom Jovi e Skid Row. Clichê? Pode até ser. Mas quer saber? É bom demais. Ah, em tempo: se você tem mais po$$ibilidade$ que eu, recomendaria fugir do chileninho vagabundo. Numa estrutura sacada, a banda destila uma verdadeira campeã das dez mais do Cantinho do Coração, aqui na FM da Madrugada. Backing vocals muito bons, bem postados e afinados. Só não entendi uma guitarra arrastando-se no fundo dos dedilhados, nas partes suaves da música.

E aí a carne já está bem cheirosa e dourando. Hora de enfeitá-la. Manjericão nela. Comedidamente, pois esta é uma erva forte, e se passar, estraga a tudo que tocar. Pimentões vermelhos e amarelos, cortados em cubos médios, irão apenas amolecer, e não desmanchar na panela. E se lhe aprouver, cebola cortada em fatias grossas, para perderem o sumo enquanto o prato se acerta. Simples assim. Não permitir que se crie “cascão” no fundo da panela é fundamental para uma boa apresentação da carne.

E do meu toca CD veio uma trilha sonora das velhas propagandas de Hollywood: Rock star. Introdução caprichada, estilão heavy metal. O refrão não é lá muito original, mas o corpo do som é foda.

Minha esposa perguntou se era Bom Jovi ao ouvir Sweet Girl. Poderia citar outras referências menos óbvias, mas foi exatamente esta a pergunta feita por ela. Melodia simples, mas gostosa de ouvir. Refrão bom demais. Faltou mais vida ao violão, penso eu. Um efeito acústico, sei lá. A caída pesada é boa. Bons arranjos de cordas. Wild Devil, com seus riffs matadores, jeitão de lado B de disco bom, foi minha preferida na primeira audição. Como sou muito volúvel, pode ser que isso mude. Mas o som é poderoso.

Não custa lembrar: não sou crítico musical. Não tenho a menor formação para isso, a não ser essa paixão imensa por rock. O que noto no trabalho destes meninos, insolentemente, são arestas a serem aparadas, que um produtor profissional arruma fácil, fácil. Tipo finais abruptos de solos ou frases de vocal. Mas não é nada que desestimule novas e freqüentes audições deste petardo. Eu gostei muito e aguardo ansioso um CD cheio destes caras.

O Porco à espanhola foi bem com o EP do J.K.. E ainda com arroz branco e legumes cozidos em água e azeite virgem. Eu tinha umas poucas alcaparras aqui, e pus nestes legumes – e não é que colou? E fica a lição: nem todo chileninho tinto Carmenère de prateleira em hipermercado vale as dezenas de reais ali depositadas. Hoje eu sei.

Uma arma contra a avalanche de informação musical disponível hoje? Paciência, muita paciência para ouvir. Parece piada no mundo atual, mas sem isso, corremos o risco de nos alimentar de “chileninhos vagabundos” e não conhecer bons trabalhos. O que é bom leva tempo para amadurecer. Eu ouvia gravações da Jackie’s Knife interpretando Guns n’ Roses, há alguns aninhos atrás, e pensava: táquepariu, se esses moleques voltassem esse talento musical para a própria arte, viraria algo muito bom. Dito e feito. Trabalho mais maduro, autoral e de qualidade. Sem modéstia, igual à minha carne de porco, he, he, he...
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Listen to the song!

26 de janeiro de 2010

Fraldinha, Tape e a decepção em puro malte.


Eu devia a mim mesmo e a minha esposa um jantar bem feito, há alguns dias. Janeiro é mês de modorra. De preguiça exagerada. Inventei pouco na cozinha nestas férias. Não extrapolei em nada. Deixei-me levar pelas sorumbáticas férias caseiras, dentro de um apartamento de 58 m².
Hoje voltei ao trabalho, e com isso, voltou o sangue que cora minha cara lerda. Sacudi o bolor e fui ver o que havia na minha dispensa. Nada demais, que me inspirasse. Meu repente não foi impedido graças a uma ligação que fiz ao meu açougueiro: “Alemão, chegou hoje uma fraldinha zera aqui, mermão!” Era o incentivo primordial. E sim, eu sou amigo do açougueiro do mercado ao lado de casa, a ponto de usar possessivo ao me referir a ele. Venho investindo muito no “local”, e desacreditando cada vez mais nas grandes marcas e bandeiras comercias. Mas disso falamos depois.
Eu só cozinho com música rolando. É um hábito. E escolho a trilha de acordo com o que vou fazer. Não estudo uma relação direta entre prato e som. Vai do momento. Estou tentando me desvencilhar de jazz, pois passei um janeiro viciante garimpando na internet coisas desse gênero. Escolhi um fruto da terra pra começar esse processo de “reintoxicação” dos meus tímpanos. O excelente blog da Two Beers disponibilizou hoje em mp3 um lançamento que me surpreendeu muito: o EP da banda grunge Tape. Uma das raras exceções que marcavam meu player nos meus “jazz days”. Estava louco pra ouvir o EP todo. Vai ele pra vitrola, enquanto eu me aperto na cozinha.
Duas Therezópolis Gold pro freezer, juntando-se às Brahmas Extras que já o habitavam. A idéia era deixá-las matematicamente geladas até o final da execução do prato. A fraldinha é uma carne que exige cuidados de quem a prepara. Suas fibras são mais abertas, e absorvem mais tempero. Uso uma pasta de alho e sal caseira, cuja mistura e proporção conheço bem. Muito alho, menos sal. Além dela, cebola picada, suco de limão, que deixa a carne com cheirinho de final de ano, pimenta verde de cheiro picada e um toque de shoyu para equilibrar o azedume. Tudo muito bem esfregado à carne, que descansa no seu próprio suco e temperos por meia hora apenas. Lembre-se: não é um banquete, é um jantar de terça-feira. Cuidado ao dosar o sal.
O que vinha do meu toca discos me animava: o Tape manda um grunge clássico, ora com pitadas de metal, ora com visitas ao punk rock. Mas na essência, é Seatle na veia. Deu vontade de voltar uns 16, 17 anos atrás, com minha camisa de flanela xadrez. A banda trás referências dos grandes nomes do gênero, e consegue soar original na maior parte do trabalho. Mas é impossível não lembrar de Nirvana ao ouvir “Ácido”, principalmente quanto ao riff de abertura do som. Abri a primeira Brahma Extra animado, batendo os dedos em tudo quanto é lugar da casa, acompanhando a boa cozinha da banda. O vocal me causou certo desconforto de início, principalmente no prolongamento de algumas palavras de fim de verso. Próprio do estilo. Soou forçado demais pros meus ouvidos. O segundo som que ouvi, “C’est la vie”, foi uma surpresa agradável: leve, despretensioso. Algo um tanto incomum nos últimos lançamentos goianos – instrumental, sem distorções, poucos efeitos, simples, cru, e bonito. No terceiro som, “Estações Vazias”, comecei a me recordar dos tempinhos ingênuos de paulistaninho recém-chegado em terras goianas, metido a grunge, imitação barata de Kurt Cobain em colégio estadual periférico. Início da década de 90, ontem praticamente. E a música foi se desenvolvendo, e meu ânimo foi se esvaindo. Uma sombra de melancolia se apossou de mim a partir de “Poemas Perversos (para noites sujas)”. Pela letra e pela melodia. O peso fica mais evidente, mas o ritmo cai. Na quarta música, o trabalho mergulha de vez nessa onda deprê. Letras que nos levam a relembrar os velhos conflitos adolescentes. Eu tive vários, como todo mundo. Quase joguei a carne fora. Quase pulei da janela. E acreditem, eu percebi o que se passava. Me vi ali, solto no sofá, sorvendo álcool e lembrando de coisa velha.
Era hora de começar a magia na cozinha: ao mesmo tempo, “Psicanálise” inicia a retomada do Tape, pra temas musicais mais animados e menos cansativos. Nada de amarelar pra terça-feira, oras... O guitarrista destes meninos é bom. Ele entende exatamente a proposta. Soube dosar o preciosismo dos solos na medida certa. Seus riffs aqui dialogam numa boa com metal. Nada muito masturbatório.
Reanimado pelo som, reguei com bom azeite uma forma de chapa fina. Ela é própria para assados rápidos, como essa fraldinha. Disponha sempre a manta de carne de modo a dar uniformidade ao acesso à fonte de calor. Assim, você evita o cozimento desigual. Fogo médio, 220ºC, forma na grade de cima. E mais cerveja, pois amanhã só entro no trabalho às 10hs.
“Vandalismo” tem jeitão de hit. Levanta-poeira. Riff simples e muito competente logo de cara. Letra legal. Ganhou, pelo menos nesta primeira audição, como minha preferida deste EP. “Verdades e mentiras” aparece com um recurso “chiclete” interessante: tem um “iá, iá, iá” no final de alguns versos que chega mesmo a irritar, mas que cola na cabeça de um modo arrebatador. Mesmo que você não queira. E isso é inteligente, penso eu.
Quando minha fraldinha ficou no ponto que eu gosto, abri o forno e presenteei a vizinhança com o perfume de um prato barato, caseiro e muito bom. Ingredientes escolhidos a dedo, parcimônia e empolgação são minhas dicas.
A Therezópolis Gold poderia ser mais pelo preço estratosférico que me cobraram por ela. É melhor que qualquer outra marca de grande circulação. É de puro malte. Mas ainda não é referência. Pelo menos pro meu paladar. A carne foi acompanhada por uma cerveja mediana, e só. E por jazz. Sim, a degustação do EP “Verbalize” da banda Tape dura apenas 25 minutos. Tempo este que esteve entre os preparativos do prato. Suficientes para deixar em meus tímpanos uma excelente impressão. Há diversos pormenores no trabalho que sinceramente não quero comentar. Em suma, estão de parabéns. Na modesta opinião deste ex-grungeiro MTV, o caminho é esse. Investiram em qualidade na gravação, projeto gráfico, trabalharam um conceito para a banda, enfim, se levaram a sério. Primeiro passo já foi dado. Quero ter esse EP em mãos.

Conheça o trabalho deles, que inspirou minha fraldinha com pimenta verde:
www.myspace.com/taperockbr
http://taperockbr.blogspot.com/

25 de janeiro de 2010

E dando início aos novos trabalhos...

Contribuo para o resgate da memória do rock goiano, disponibilizando aqui a demo do Kundaline, banda que existiu entre 99 e 2008. Hardcore tipo old school politizado.

Ela foi gravada no República em novembro de 2006, sendo um dos primeiros trabalhos do estúdio para gravação.







Baixe a vontade!

19 de janeiro de 2009

Motherfish + uma garrafa de vinho.



Um sábado passado por aí foi dia de rock na residência da família Alemão. Celebrar é preciso, sempre, mesmo sem motivos aparentes, vai por mim. Separei uns CD’s que há tempos não ouvia: Sonic Youth, Radiohead, Fugazi. É necessário atmosfera, meus jovens. Os casados devem me entender melhor.
Preparei uma janta massa: lombo assado com pimenta verde, talharim ao molho de champignon. Nada soberbo, nada esnobe. Mas no capricho e bem feitinho.
Para acompanhar etilicamente, um achado: pra quem curte vinho, já deve ter visto em redes de hipermercados alguns títulos legais. E preços acessíveis. É óbvio que nada de extraordinário. Vinhos legais pro dia-a-dia. A vida ainda não me permite gastar três dígitos em uma garrafa. Em um desses mercados, encontrei uma garrafa de legítimo Dão, tinto que só, porrada nos sentidos. Barato, o que me deixou muito feliz. E neste dia de rock a dois, aqui vai ele.
Entre uma troca de discos e outra, um outro achado supimpa de 2008: excelente relação custo-benefício, nacional, ou melhor ainda, regional. O selo de procedência não é dos meus prediletos, poucos títulos me empolgam por lá. Mas este em especial me surpreendeu. E isso não me sai da memória sensorial: que disco massa esse do Motherfish. Ele foi o disco que tocou na hora da diversão: carne + vinho + massa + mulher bonita + boa música = puta sábado. Uma simples e eficiente equação.
Ao abrir o disco, não se deixe enganar pelo primeiro gole. As músicas iniciais remetem a um monte de coisa boa, mas de modo peculiar sempre: Cure, Radiohead, pop britânico. Parece que vai ficar somente nisso. Mas não, deixe seu paladar musical trabalhar um pouco. Não se apresse. Vá ouvindo detalhes. Até um Ramones é evocado nesse exercício. A atmosfera criada vai se tornando cada vez mais própria, mas intimista. Até que o grandioso chega: Kerouac Days, som pra te deixar melancólico. Docemente melancólico. Regado à vinho português então, virge...
E no final, relaxe e deguste os últimos goles do melhor que a terra goiana oferece. O Motherfish é despretensioso. É competente. Dosa bem a boa ironia, com uma melancolia que não chega a ser amargosa, nem forçada. E taí no seu quintal, mermão. Sem regionalismo pedante.
Outros sábados acontecerão degustando boa música feita na “quinta” República. Fica aqui uma impressão pessoal e uma recomendação. Longe de ser uma crítica, a intenção foi dividir coisa boa com você. Aproveite.
Aprecie sem moderação: